# Zetta Summit 2026: cidadania financeira, Open Finance e o desafio das melhores escolhas

> O Zetta Summit 2026 debateu como inovação, Open Finance e concorrência podem ampliar a cidadania financeira no Brasil. Edson Vasconcelos, CEO da ecomm|it, mediou o painel sobre avanços, desafios e o futuro da inclusão financeira.

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Publicado em 15/09/2026
Atualizado em 15/09/2026
Por Redação ecomm|it — Time editorial
Categoria: Mercado e Tendências
Tópicos: Open Finance, Banco Central, Contabilidade

## Principais pontos
- O Zetta Summit 2026 reuniu especialistas para discutir inovação, competitividade e cidadania financeira.
- Edson Vasconcelos, CEO da ecomm|it, mediou o painel sobre inclusão e cidadania financeira.
- O Open Finance amplia a capacidade de comparar serviços e buscar condições de crédito mais adequadas.
- A inclusão financeira exige acesso, educação, proteção ao consumidor e participação consciente.
- Tecnologia e compartilhamento de dados precisam estar acompanhados de segurança, governança e transparência.
- A ecomm|it reforçou seu posicionamento como RegTech especializada em transformar complexidade regulatória e operacional em soluções aplicáveis.
- A entrevista de Edson Vasconcelos ao Poder360 complementa o artigo e aprofunda os efeitos do Open Finance sobre o custo do crédito.

Edson Vasconcelos, CEO e fundador da ecomm|it, mediou o painel sobre inclusão e cidadania financeira e defendeu, em entrevista ao Poder360, o potencial do Open Finance para ampliar escolhas e melhorar as condições de crédito.

A digitalização financeira brasileira ampliou o acesso a contas, pagamentos, crédito e serviços que antes exigiam presença física, documentação extensa e longos prazos. O Zetta Summit 2026 partiu desse avanço para discutir uma questão mais exigente: como transformar acesso em cidadania financeira, competição em benefício econômico e inovação em escolhas que façam sentido para pessoas e empresas.

Realizado em 1º de setembro, no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília, o encontro reuniu representantes do Banco Central, do governo, de entidades setoriais e de empresas de tecnologia financeira. Em sua primeira edição, o evento organizou a agenda em três eixos: estabilidade, cidadania financeira e competitividade. A programação conectou Open Finance, inteligência artificial, crédito, digitalização, stablecoins e tokenização, mostrando que os próximos passos do setor dependem da relação entre essas pautas.

A ecomm|it participou como patrocinadora prata. Edson Vasconcelos, CEO e fundador da empresa, mediou o painel “Inclusão e cidadania financeira: avanços, desafios e futuro”. Depois, em entrevista ao Poder360, relacionou o Open Finance à possibilidade de o consumidor buscar melhores ofertas e reduzir a dependência de uma única instituição. Essa visão ajuda a compreender o ponto central do evento: infraestrutura financeira só gera valor público quando melhora a capacidade de escolha.

# O que foi o Zetta Summit 2026

Promovido pela Zetta, associação de empresas de tecnologia que oferecem serviços financeiros digitais, o Summit foi concebido como espaço de diálogo sobre o futuro da economia digital. A página oficial apresentou como temas centrais a digitalização, a inteligência artificial, o Open Finance, os novos modelos de negócio e a tokenização da economia.

A programação começou pela relação entre inovação, competição e estabilidade financeira. Em seguida, tratou dos próximos cinco anos do Open Finance, de inclusão e cidadania financeira, dos efeitos da digitalização sobre a economia real, da governança da inteligência artificial e do futuro de stablecoins e ativos tokenizados. A sequência foi relevante: mostrou que inovação não pode ser analisada apenas como lançamento de produto. Ela afeta concorrência, riscos, conduta, infraestrutura, proteção do consumidor e política econômica.

O encontro também apresentou estudos sobre instituições financeiras digitais e Open Finance. Embora estimativas divulgadas durante eventos devam ser lidas com seus métodos e limitações, o debate reforçou que a expansão das fintechs deixou de ser fenômeno periférico. Ela já influencia preços, experiência do cliente, distribuição de produtos e a resposta das instituições tradicionais.

# Cidadania financeira começa depois do acesso

A bancarização é uma condição importante, mas não suficiente. Ter conta e aplicativo não garante acesso adequado a crédito, capacidade de comparar ofertas ou compreensão dos riscos. O Banco Central define cidadania financeira como o exercício de direitos e deveres que permite ao cidadão gerenciar bem seus recursos. O conceito reúne quatro pilares: inclusão, educação financeira, proteção do consumidor e participação cidadã.

Essa definição muda o critério de sucesso. Inclusão não deve ser medida apenas pelo número de contas abertas, porque uma pessoa pode estar formalmente inserida no sistema e ainda enfrentar crédito inadequado, tarifas pouco compreendidas, fraude, superendividamento ou dificuldade para contestar uma cobrança. A qualidade do relacionamento passa a importar tanto quanto o acesso.

Educação financeira também não pode transferir toda a responsabilidade para o consumidor. Informação é necessária, mas produtos, contratos e jornadas precisam ser compreensíveis. Quando uma oferta é complexa, a comparação é difícil ou a decisão ocorre sob pressão, o conhecimento individual tem alcance limitado. Cidadania financeira exige que instituições e reguladores criem condições para escolhas efetivas.

A proteção envolve transparência, tratamento justo, segurança e mecanismos de resolução. A participação cidadã acrescenta outra dimensão: consumidores, entidades e diferentes segmentos devem ter canais para contribuir com o aperfeiçoamento do sistema. O painel mediado por Edson reuniu justamente perspectivas públicas, econômicas e institucionais sobre esse desafio.

# O painel mediado por Edson Vasconcelos

O painel contou com Paulo Henrique Rodrigues Pereira, ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte; Izabela Correa, diretora de Cidadania e Supervisão de Conduta do Banco Central; Danilo Igliori, economista-chefe da Nomad; Cristiane Coelho, diretora-presidente da Confederação Nacional das Instituições Financeiras; e Guilherme Mello, secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento.

A composição permitiu tratar cidadania financeira a partir de ângulos complementares. Para o consumidor, o tema envolve direitos, informação e proteção. Para micro e pequenas empresas, envolve relacionamento bancário, acesso a capital e capacidade de comparar condições. Para instituições, exige governança de produtos, qualidade de dados, prevenção a fraudes e responsabilidade na oferta. Para o Estado, envolve concorrência, estabilidade e políticas que ampliem acesso sem agravar vulnerabilidades.

O debate ganha importância porque serviços diferentes convivem no mesmo dispositivo. Pagamentos, crédito, investimentos, seguros e apostas podem ser acessados em poucos minutos. Essa conveniência reduz barreiras, mas aumenta a frequência das decisões e a necessidade de controles proporcionais ao risco. Uma jornada simples não deve esconder custos, consequências ou critérios de elegibilidade.

# Open Finance transforma informação em capacidade de escolha

Na entrevista ao Poder360, Edson Vasconcelos afirmou que “O Open Finance muda o jogo”. A ideia foi associada à possibilidade de o consumidor deixar de depender exclusivamente do relacionamento histórico com uma instituição e buscar produtos e serviços mais adequados em diferentes participantes.

O Open Finance cria padrões para que instituições compartilhem dados e iniciem serviços mediante consentimento. Em agosto de 2026, o Banco Central informou mais de 100 milhões de autorizações e 68 milhões de contas conectadas, além de cerca de R\$ 1,2 bilhão movimentado mensalmente em pagamentos. Os números indicam escala, mas o valor econômico depende dos casos de uso construídos sobre essa infraestrutura.

No crédito, dados compartilhados podem oferecer uma visão mais completa de renda, movimentação, compromissos e comportamento financeiro. Isso pode melhorar análise, ampliar portabilidade e permitir ofertas mais ajustadas. O Banco Central informou que, até junho de 2025, R\$ 31 bilhões em operações de crédito haviam sido originados a partir da análise de dados do Open Finance.

O benefício não é automático. Consentimento precisa ser informado e revogável. APIs devem estar disponíveis, os dados precisam chegar com qualidade e a jornada deve funcionar sem obstáculos indevidos. Uma informação incorreta ou incompleta pode produzir uma oferta inadequada ou impedir que o cliente receba o benefício esperado.

# Competição pode reduzir custos mas precisa preservar estabilidade

A expansão das instituições digitais aumentou a pressão competitiva sobre o sistema financeiro. Estudo do Fundo Monetário Internacional publicado em 2026 analisou dados bancários brasileiros e estimou que a competição das fintechs contribuiu para a redução das taxas médias de empréstimos entre 2018 e 2024. O trabalho também identificou melhora de eficiência operacional e compressão das margens líquidas de juros dos bancos tradicionais.

O estudo é um working paper e apresenta resultados associados ao método e à amostra utilizados. Ainda assim, oferece evidência para uma relação discutida no Summit: novos participantes podem induzir instituições estabelecidas a rever preços, processos e experiência. Para o consumidor, competição tem valor quando gera condições melhores, não apenas mais opções semelhantes.

A estabilidade continua essencial. Crescimento acelerado, terceirização tecnológica, dependência de infraestrutura e modelos de risco inconsistentes podem criar fragilidades. Regulação proporcional não significa ausência de exigências. Significa calibrar controles de acordo com atividade, complexidade e risco, preservando espaço para inovação sem comprometer segurança e confiança.

# O desafio específico das micro e pequenas empresas

Cidadania financeira empresarial merece atenção. Micro e pequenas empresas dependem de capital de giro, antecipação de recebíveis, crédito, pagamentos e gestão de caixa. Muitas misturam informações pessoais e empresariais ou mantêm relacionamento concentrado em uma instituição, o que limita a comparação.

Com consentimento e dados consistentes, o Open Finance pode reduzir assimetria de informação. Uma instituição que não conhece o histórico completo do negócio tende a precificar incerteza. Ao acessar dados autorizados, pode compreender melhor a operação e formular uma proposta mais aderente. Isso não garante aprovação nem taxa menor, mas amplia a base para análise.

Para que a oportunidade se concretize, empresas também precisam de organização financeira. Fluxo de caixa, conciliação, separação patrimonial e dados confiáveis influenciam a leitura do risco. Tecnologia de compartilhamento não corrige registros inconsistentes na origem.

# Dados governança e operação definem a experiência

O Open Finance costuma ser percebido pela interface, mas depende de uma infraestrutura extensa. APIs, autenticação, consentimento, segurança, diretórios, certificações, monitoramento e atendimento precisam funcionar de maneira coordenada. O Banco Central publica indicadores relacionados à disponibilidade, qualidade dos dados, aderência às especificações e conversão das jornadas.

A governança é decisiva porque cada falha pode ter consequências diferentes. Indisponibilidade interrompe a jornada. Dado incorreto compromete análise. Consentimento mal apresentado reduz confiança. Tratamento inadequado de incidente aumenta risco. Uma operação madura registra eventos, identifica responsáveis e preserva evidências para reconstruir o que aconteceu.

Esse trabalho também conecta compliance e tecnologia. Alterações regulatórias precisam ser traduzidas em requisitos, implementadas, homologadas e monitoradas. Não basta atualizar um manual se a regra não chega ao código, ao processo, ao contrato e aos indicadores.

# Da inovação financeira à economia real

O Summit dedicou uma sessão aos efeitos da digitalização sobre a economia real. Essa conexão é necessária porque inovação financeira não deve ser avaliada apenas por velocidade ou volume. O resultado relevante aparece em custo, acesso, produtividade, formalização e capacidade de investimento de famílias e empresas.

Pix reduziu fricções de pagamento e se tornou referência internacional. Open Finance cria novas possibilidades de comparação e portabilidade. Inteligência artificial pode melhorar atendimento, prevenção a fraudes e análise, mas também exige explicabilidade e governança. Tokenização e stablecoins propõem novas formas de representar e transferir valor, ainda acompanhadas de questões regulatórias e operacionais.

As tecnologias não evoluem isoladamente. Um pagamento iniciado em uma jornada de Open Finance pode depender de autenticação, monitoramento antifraude, liquidação, conciliação e contabilização. Se uma dessas camadas falha, a experiência percebida pelo consumidor se deteriora. A inovação visível é sustentada por processos que raramente aparecem na interface.

# A presença da ecomm|it no Zetta Summit

Como patrocinadora prata e participante do debate, a ecomm|it levou ao evento seu novo posicionamento como RegTech especializada em transformar complexidade regulatória e operacional em soluções aplicáveis. A marca conecta inovação, segurança e performance a uma atuação construída no mercado financeiro e de meios de pagamento.

Esse posicionamento dialoga com os temas do Summit. Quanto mais o sistema se torna aberto, digital e conectado, maior é a necessidade de integrar regulação, dados, tecnologia e operação. Crescimento sem rastreabilidade amplia retrabalho e risco. Compliance sem execução permanece documental. Tecnologia sem conhecimento do negócio pode automatizar inconsistências.

A ecomm|it atua em consultoria especializada, integração regulatória, monitoramento de regras dos arranjos, conciliação, pricing, contabilização e alocação de profissionais. A contribuição não está em prometer uma resposta única para todos os participantes, mas em compreender o papel da instituição, mapear impactos e construir controles compatíveis com sua operação.

# Entrevista do Poder360 para assistir no artigo

Depois do painel, Edson Vasconcelos concedeu entrevista ao Poder360 sobre Open Finance, crédito, Pix e capacidade de escolha. O vídeo reforça a perspectiva de que a infraestrutura compartilhada pode permitir ao brasileiro buscar uma relação mais adequada de produtos e serviços financeiros.

No WordPress, o vídeo deve ser incorporado logo após este parágrafo, antes da análise final. Use o bloco YouTube com o endereço abaixo. Caso a incorporação seja bloqueada, mantenha também o link da matéria do Poder360 como alternativa de acesso.

**Vídeo no YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=vschNxS9DPQ​

**Matéria do Poder360:** [Open Finance ajuda a reduzir custo do crédito, diz CEO da ecomm|it](https://www.poder360.com.br/poder-economia/open-finance-ajuda-a-reduzir-custo-do-credito-diz-ceo-da-ecom-it/)​


## Perguntas frequentes

### O que foi o Zetta Summit 2026

Foi a primeira edição do encontro promovido pela Zetta para discutir estabilidade, cidadania financeira, competitividade e o futuro da economia digital. O evento ocorreu em 1º de setembro de 2026, em Brasília.

### Qual foi a participação de Edson Vasconcelos

O CEO e fundador da ecomm|it mediou o painel “Inclusão e cidadania financeira: avanços, desafios e futuro” e concedeu entrevista ao Poder360 sobre Open Finance e crédito.

### Como Open Finance pode contribuir para reduzir o custo do crédito

Ao permitir o compartilhamento consentido de dados, o sistema pode ampliar a visão sobre o cliente, facilitar comparação e portabilidade e aumentar a competição. A redução não é garantida, pois depende de risco, qualidade dos dados, política de crédito e condições econômicas.

### Por que acesso bancário não basta

Porque cidadania financeira também envolve educação, proteção do consumidor e participação. Ter conta não assegura produto adequado, informação compreensível ou capacidade de resolver problemas.

### Qual é a relação da ecomm|it com o tema

A empresa atua nos bastidores que sustentam serviços financeiros digitais, conectando tecnologia, regulação, conciliação, operação e conhecimento especializado.

## Referências
- [Zetta Summit 2026: programação oficial](https://somoszetta.org.br/zetta-summit/)
- [Poder360: entrevista com Edson Vasconcelos](https://www.poder360.com.br/poder-economia/open-finance-ajuda-a-reduzir-custo-do-credito-diz-ceo-da-ecom-it/)
- [Poder360:  cobertura e entrevista do Zetta Summit](https://www.poder360.com.br/poder-economia/ao-vivo-poder360-entrevista-autoridades-e-executivos-no-zetta-summit/)
- [Banco Central: cinco anos de Open Finance](https://www.bcb.gov.br/detalhenoticia/20813/noticia/https%3A/www3.bcb.gov.br/mec-circulante)
- [Banco Central: cidadania financeira](https://www.bcb.gov.br/meubc/faqs/p/qual-a-diferenca-entre-educacao-financeira-e-cidadania-financeira)
- [FMI: Fintech Competition and Banks' Shirinking Margins in Brazil](https://www.imf.org/en/publications/wp/issues/2026/01/16/fintech-competition-and-banks-shrinking-margins-in-brazil-573281)
